domingo, 1 de dezembro de 2013

CAT STEVENS E TRENS QUE NÃO PARAM

Peace Train

Now, I've been happy lately,
Thinkin' about the good things to come
And I believe it could be;
Something good has begun.
Oh, I've been smilin' lately,
Dreamin' about the world as one
And I believe it could be;
Some day it's going to come
'Cause out on the edge of darkness,
There rides a peace train.
Oh, peace train take this country.
Come take me home again.
Now, I've been smiling lately,
Thinkin' about the good things to come
And I believe it could be;
Something good has begun.
Oh, peace train soundin' louder.
Glide on the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, now peace train.
Yes, peace train holy roller.
Everyone jump on the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, now peace train.
Get your bags together.
Go bring your good friends too
Because it's gettin' nearer;
It soon will be with you.
Now, come and join the livin'.
It's not so far from you
And it's gettin' nearer;
Soon it will all be true.
Oh, peace train soundin' louder.
Glide on the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, now peace train.
Peace train.
Now, I've been cryin' lately,
Thinkin' about the world as it is.
Why must we go on hating?
Why can't we live in bliss?
'Cause out on the edge of darkness,
There rides a peace train.
Oh, peace train take this country.
Come take me home again.
Oh, peace train soundin' louder.
Glide on the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, now peace train.
Yes, peace train holy roller.
Everyone jump on the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, come on, come on.
Yeah, come on, peace train.
Yes, it's the peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
Come on, now peace train.
Peace train.
Ooh, ah, ee, ah, ooh, ah.
 
   Depois de assistir ao show de Cat Stevens e lembrar canções que nos marcaram em tantos momentos, ponho aqui um de seus hits, que fala de um trem imaginário e que talvez esteja por aí em alguma via férrea. Quem sabe se, mais do que valises e embrulhos esquecidos em plataformas de embarque sejam passageiros que lá se  deixaram, depois de terem perdido o trem cotidiano da história.
   No Expresso 222, de Gil, aprendemos que “O trilho é feito um brilho que não tem fim” e que parte direto de muitas lembranças e de não sei quantas estações.
   O depois espiritualizado Stevens sabe que paz é a ausência do jogo, do embate, da oposição, do controle, da imposição e, principalmente, de todo e qualquer tipo de ganância. Bem-vindos ao trem!

Marcus Vinicius Quiroga

domingo, 17 de novembro de 2013

PRÊMIO IVAN JUNQUEIRA








 CONCURSO DE LIVROS DE POESIA DA ACADEMIA CARIOCA DE    LETRAS DE 2013 - PRÊMIO IVAN JUNQUEIRA



O PRIMEIRO LUGAR COUBE AO LIVRO ARÍETE DE RICARDO VIEIRA LIMA



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PORTO (IN)SEGURO




AT THE HARBOUR ( Michael Dunford/ Betty Thatcher)


Out the daybreak to the sun
Seas are drifting glass
The tides were turning into the storm
Winds were moving fast
Women waiting at the harbour
Silent stand around
Weather storms another day
For men the sea had found
Fishermen were laying nets
The barrels spread the bait
The seagulls warningg echoed round
Winds that wouldn't wait
People gathered at the harbour
Waiting for the tide
Eyes are closed against the spray
And tears they cannot hide
Hulls were creaking crashing sails
Rains were slating down
The oilskins flapping, decks awash
Slanting turning round
Thunder roaring at the harbour
Women drawn in fear
Huddle up to wait the time
And pray the sky will clear
Howling winds and the raging waves
Cracked upon the boats
And torn from safety, torn from life
Men with little hope
Ghostly echoes at the harbour
Whispering of death
Women weeping holding hands
Of those they still have left
Chorus:
Shadows falling at the harbour
Women stand around
Weather storms another way
For men the sea have drowned





Saveiros (Nelson Motta)


Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou
Quantos partiram de manhã
Quem sabe quantos vão voltar
Só quando o sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão chegar
Quantas histórias pra contar
Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar


   Faça a comparação entre as duas letras, que têm o mesmo tema.  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LOU REED, THAT OLD MAN

My Old Man
When I was a young boy in Brooklyn
Going to public school
During recess in the concrete playground
They lined us up by twos
In alphabetical order, Reagan, Reed and Russo
I still remember the names
And stickball and stoopball
Were the only games that we played
And I wanted to be like my old man
I wanted to grow up just like my old man
I wanted to be like my old man
I wanted to dress like
I wanted to be just like
I wanted to act like my old man
I wanted to be like
I wanted to act like
I wanted to be just like my old man
And then like everyone else I started to grow
And I didn't want to be like my father anymore
I was sick if his bullying
And having to hide under a desk on the floor
And when he beat my mother
It made me so mad I could choke
And I didn't want to be like my old man
I didn't even want to look like my old man
I didn't even want to seem like my old man
A son watches his father
Being cruel to his mother
And makes a vow to return only when
He is so much richer
In every way so much bigger
That the old man will never hit anyone again
Like my old man X4
And can you believe what he said to me
He said, "Lou, act like a man"
Why don't you act just like a man
Act like your daddy
Act like a man
Why don't you act like a man
Like your old man
Like my old man


     Nesta letra, vemos a afirmação e a negação se misturarem, de forma que você não saiba exatamente
se é uma ou se é outra, ou se são as duas. Não há a ironia de "Mirem-se nestas mulheres de Atenas", verso que nega por meio da afirmativa. Aqui nesta letra, mais direta e narrativa, repleta de marcas temporais (when, during, then), observemos o valor do imperativo, que, por coincidência (?) aparece em Father and son (mais de uma vez neste blog). O imperativo, ele sim é irônico, pois exprime um desejo ou uma ordem,
sabendo, de antemão, que ocorrerá a inversão.      


Marcus Vinicius Quiroga

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

VAMOS PRA BALADA?





Balada Do Louco


Dizem que sou louco
por pensar assim
Se eu sou muito louco
por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos,
sou Alain Delon
Se eles são famosos,
sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros,
eu posso voar
Se eles rezam muito,
eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Sim sou muito louco,
não vou me curar
Já não sou o único
que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz

 
   Arnaldo Baptista participou como diretor musical de uma montagem de Heliogábalo, de Artaud,
mas abandonou-a antes da estreia.
   Em homenagem a Arnaldo, o texto Elegia para Artaud ( do livro Campo de trigo Maduro),


pensamentos amanhecem dependurados
por uma corda

um corpo sem órgão
se projeta na página em branco

mais tarde enfermeiros
recolherão o sudário do espanto

o teatro não deve ser evasão:
tem que quebrar os ossos dos homens

e que sejam inúteis as camisas de força,
                               quando a vida se rompe



  O outsider é figura que frequenta poemas, letras, peças, pinturas...Arnaldo João Baptista
ofereceu a própria cabeça àqueles que, de cabeça baixa, não olham o caos de estrelas nem os homens-pássaro que flutuam por aí.
   Não há acaso nos diálogos.
   Os lugares-comuns são a pior espécie de silêncio, pois igualam muitas fisionomias a uma só máscara: a hipocrisia da linguagem.    
 
     
      Marcus Vinicius Quiroga

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ESTE POEMA ACONTECEU




River Phoenix
Se um dia a gente se encontrar
e eu confessar
que vi um filme tantas vezes
para desvendar os olhos teus
E se a gente se falar
contar as coisas que viveu
o que esperamos do amanhã
será que pode acontecer?
Pois, paralelo ao personagem,
eu quis saber mesmo é de ti
Queria que fosses feliz
uma água calma a inundar
a sua margem de carinho
um peito aberto a quem chegar
Como o teu nome, diferente
Uma paisagem nos induz
Uma paisagem de inocência
Mas que se sabe e que conduz
Conduz agora este momento
O pensamento e os olhos meus
brilhando de emoção e grato
alguém que só te conheceu
num filme que viu tantas vezes
Este poema aconteceu

   Ouça Milton Nascimento e deixe que poemas aconteçam. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

POR QUE ESCREVO?





O mapa ( Gonçalo Tavares)


Sempre senti a matemática como uma presença
física; em relação a ela vejo-me
como alguém que não consegue
esquecer o pulso porque vestiu uma camisa demasiado apertada
nas mangas.
Perdoem-me a imagem: como
num bar de putas onde se vai beber uma cerveja
e provocar com a nossa indiferença o desejo
interesseiro das mulheres, a matemática é isto: um
mundo onde entro para me sentir excluído;
para perceber, no fundo, que a linguagem, em relação
aos números e aos seus cálculos, é um sistema,
ao mesmo tempo, milionário e pedinte. Escrever
não é mais inteligente que resolver uma equação;
Porque optei por escrever? Não sei. Ou talvez saiba:
entre a possibilidade de acertar muito, existente
na matemática, e a possibilidade de errar muito,
que existe na escrita (errar de errância, de caminhar
mais ou menos sem meta) optei instintivamente

pela segunda. Escrevo porque perdi o mapa.


  Faça um texto, dizendo, através de imagens, por que você escreve.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ARTE E TEMPO

26

Soltas dos olhos do corpo há figuras
vivendo noutro plano, sem matéria
ali, transfiguradas criaturas,
visíveis mas de origem num mistério.
São e não são, estão além dos textos,
e sem medida e sem qualquer pretexto.

Porque não basta à vida a realidade,
vagas figuras a transformam, surge
de um quase nada essa necessidade,
cirando uma sem ente, algum futuro.
Porque não basta à vida ser tão breve
o homem a recria quando escreve.

    Este é o poema número 26 do livro Altamira e Alexandria, de Izacyl Guimarães Ferreira. Todos os poemas são feitos de duas estrofes de seis versos, em decassíla-bos. Neste exemplo, vemos como arte e tempo se entrelaçam, sendo os dois eixos fundamentais da obra.

    Com base na leitura do tempo, façamos outro sobre como a arte modifica a noção de tempo.  

sábado, 5 de outubro de 2013

PAISAGEM PELO TELEFONE


Sempre que no telefone 
me falavas, eu diria
 
que falavas de uma sala
 
toda de luz invadida,
 

sala que pelas janelas, 
duzentas, se oferecia
 
a alguma manhã de praia,
 
mais manhã porque marinha,
 

a alguma manhã de praia 
no prumo do meio-dia,
 
meio-dia mineral
 
de uma praia nordestina,
 

Nordeste de Pernambuco, 
onde as manhãs são mais limpas,
 
Pernambuco do Recife,
 
de Piedade, de Olinda,
 

sempre povoado de velas, 
brancas, ao sol estendidas,
 
de jangadas, que são velas
 
mais brancas porque salinas,
 

que, como muros caiados 
possuem luz intestina,
 
pois não é o sol quem as veste
 
e tampouco as ilumina,
 

mais bem, somente as desveste 
de toda sombra ou neblina,
 
deixando que livres brilhem
 
os cristais que dentro tinham.
 

Pois, assim, no telefone 
tua voz me parecia
 
como se de tal manhã
 
estivesses envolvida,
 

fresca e clara, como se 
telefonasses despida,
 
ou, se vestida, somente
 
de roupa de banho, mínima,
 

e que por mínima, pouco 
de tua luz própria tira,
 
e até mais, quando falavas
 
no telefone, eu diria
 

que estavas de todo nua, 
só de teu banho vestida,
 
que é quando tu estás mais clara
 
pois a água nada embacia,
 

sim, como o sol sobre a cal 
seis estrofes mais acima,
 
a água clara não te acende:
 
libera a luz que já tinhas.


 Faça um texto sobre uma paisagem que não pode ser vista por você,
 com motivação no texto de João Cabral. Primeiro, pense bastante para 
 escolher o lugar do qual você imaginará a paisagem; depois, escreva-a.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A POESIA E A MENSAGEM NA GARRAFA


CORSÁRIO   (ALDIR BLANC)


Meu coração tropical está coberto de neve mas
Ferve em seu cofre gelado, a voz vibra e a mão escreve: Mar
Bendita a lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais
Roseirais, Nova Granada de Espanha
Por você, eu, teu corsário preso
Vou partir a geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar, me arrastar até o mar, procurar o mar
Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá
Com as garrafas de náufragos e as rosas partindo o ar
Nova Granada de Espanha e as rosas partindo o ar
Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

TEXTO EM FORMA DE CARTA




Cordiais saudações

Estimo que este mal traçado samba
Em estilo rude,
Na intimidade
Vá te encontrar gozando saúde
Na mais completa felicidade
(Junto dos teus, confio em Deus)
Em vão te procurei,
Notícias tuas não encontrei,
Eu hoje sinto saudades
Daqueles dez mil réis que eu te emprestei.
Beijinhos no cachorrinho,
Muitos abraços no passarinho,
Um chute na empregada
Porque já se acabou o meu carinho
A vida cá em casa
Está horrível
Ando empenhado
Nas mãos de um judeu.
O meu coração vive amargurado
Pois minha sogra ainda não morreu
(Tomou veneno, e quem pagou fui eu)
Sem mais, para acabar,
Um grande abraço queira aceitar
De alguém que está com fome
Atrás de algum convite pra jantar
Espero que notes bem:
Estou agora sem um vintém
Podendo, manda-me algum.
Rio, sete de setembro de trinta e um
(Responde que eu pago o selo...)
Tendo como exemplo o samba de Noel, faça um texto que seja também paródia de uma carta.

Marcus Vinicius Quiroga




sábado, 31 de agosto de 2013

REFEIÇÃO EM FAMÍLIA


Torquato Neto

                                                     
                                                     

DEUS VOS SALVE ESTA CASA SANTA
(Torquato Neto)


Um bom menino perdeu-se um dia 
Entre a cozinha e o corredor
 
O pai deu ordem a toda família
 
Que o procurasse e ninguém achou
 
A mãe deu ordem a toda polícia
 
Que o perseguisse e ninguém achou
 

Ó deus vos salve esta casa santa
 
Onde a gente janta com nossos pais
 
Ó deus vos salve essa mesa farta
 
Feijão verdura ternura e paz
 

No apartamento vizinho ao meu
 
Que fica em frente ao elevador
 
Mora uma gente que não se entende
 
Que não entende o que se passou
 
Maria Amélia, filha da casa,
 
Passou da idade e não se casou
 

Ó deus vos salve esta casa santa
 
Onde a gente janta com nossos pais
 
Ó deus vos salve essa mesa farta
 
Feijão verdura ternura e paz
 

Um trem de ferro sobre o colchão
 
A porta aberta pra escuridão
 
A luz mortiça ilumina a mesa
 
E a brasa acesa queima o porão
Os pais conversam na sala e a moça 
Olha em silêncio pro seu irmão
 

Ó deus vos salve esta casa santa
 
Onde a gente janta com nossos pais
 
Ó deus vos salve essa mesa farta
 
Feijão verdura ternura e paz
 





















      Belchior




NA HORA DO ALMOÇO
(Belchior)


No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.
Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada,
lacrada,
selada,
molhada de medo.
Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.
... E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega a morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida




  A hora da refeição serve para os letristas fazerem um retrato da família.
  Faça um poema, também com um olhar crítico, sobre  uma cena familiar.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CANÇÃO PARA O BIP BIP




O BIP-BIP
(Eber de Freitas)

 
Quero desfilar o cordão
da rua que faz esquina
com meu coração
e dá no Rio, à beira- mar,
em Copacabana.

Seguir a saudade e cantar
o que se repete (em mim)
no peito e na cabeça assim:
Bip-Bip-Violão-bandolim.

Ancorar na porta do bar
de samba-choro-bossa e clamar:
– Ô Alfredinho, vencá!
Cadê o regente da sinfonia popular?

Quero ouvir o canto que não morre,
a voz  do  povo  que  balança
berço de samba em botequim.
Bip-Bip-Pandeiro-tamborim.

Quem bebe no Bip canção e poesia
não desatina a harmonia.
Bate corda, bate couro do tambor
e responde em voz de louvor:

Salve Donga e Pixinga
Salve o choro e o amor!
Salve o Bip-Bip
Salve o samba, Sinhô!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O OLHAR DA POESIA

Paixão  (Adélia Prado)


De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço.

Substantivos (Tanussi Cardoso)

Faca é faca
Pão é pão
Fome é fome
Amor é amor

Estranho desígnio das coisas
De serem exatamente elas
Quando as olhamos sem paixão



 Nos dois textos temos o verbo “olhar”, mostrando que a poesia também está no olhar, no modo de olhar que precede o ato de escrever. Ou seja, poesia é ter uma visão diferente. Sem poesia, a poeta vê a pedra apenas como pedra.
   Faça um poema em que o “seu” olhar de poeta apareça.



Marcus Vinicius Quiroga